quarta-feira, agosto 02, 2006

"Pelos caminhos...


... de Portugal, eu vi tanta coisa linda, eu vi um mundo sem igual..." lá dizia a canção. E é verdade, nestas férias (que infelizmente já terminaram), percorri mais de 2000Km de asfalto pelos caminhos deste nosso Portugal, onde encontrei um Mundo realmente sem igual.
Saí dia 23 de Julho do Alentejo rumo à minha terra natal (Chaves), com a natural ansiedade de quem não vai à terra natal há alguns anos, dirigi-me pelo interior do país de forma a poder apreciar a paisagem inigualável que esta zona nos proporciona, mas logo me deparei com o primeiro "problema", ao chegar perto da Guarda quem leva o rumo da A23 à chegada perto da Guarda a única informação que temos é a de "Guarda Norte" sem que exista qualquer outra informação adicional, obrigando-nos a sair da Auto-Estrada, pois não temos qualquer informação sobre qual o próximo destino a que esta estrada nos levará, foi então que saí da A23 e continuei a minha viagem pela Estrada Nacional, nada que me aborrecesse pois aproveitei e visitei a belíssima cidade de Trancoso, onde por incrível que pareça sempre que passo por esta localidade, uma feira se está a realizar, aproveitei e fiz a vontade à minha esposa, lá fomos nós às compras, como é quase obrigatório nestas situações.
Depois desta agradável paragem segui viagem, e qual não foi o meu espanto/alivio eis que... uma nova Auto-Estrada aparece no meu caminho, falo da A24, que bastante falta já fazia pois livra-nos das curvas do Peso da Régua, as quais o meu irmão Paulo um dia quis contar e desistiu quando ia nas 200 e tal.
Curvas á parte chegamos à maravilhosa Região do Douro, e que maravilhoso foi encontrar peixes mortos na marina do peso da Régua, é uma pena... pois vão os peixinhos fazer Turismo para o Douro, para depois morrerem sabe-se lá porquê, será que também estão em guerra...?.
Bom, mas esquecendo a infelicidade dos peixinhos, eis que o apetite apertou - fomos almoçar num qualquer restaurante, que podia muito bem ser outro, mas não... foi aquele - aquele onde havia uma maravilhosa vista para... uma parede, não mais distante que 10cm da janela do restaurante ao pé da qual nos encontrava-mos a almoçar, sem duvida uma paisagem fora do normal.
Fim de almoço, retomei novamente a viagem em direcção á minha terra - próxima paragem... região das Águas - que é como quem diz Pedras Salgadas e Vidago. Devo informar que as paisagens são divinais, isto claro se retirar-mos as imagens do estado de degradação e abandono no qual se encontram as instalações das Termas das Pedras Salgadas, onde mais parecem saídas de um qualquer teatro de guerra deste mundo.
Guerras à parte, eis que chego á minha terra natal - e deixem-me que diga - quando entrei em Chaves, perguntei-me se foi realmente há 20 anos que deixei aquela maravilhosa terra, pois pergunto-me se tivesse tirado uma fotografia à cidade naquele dia 1 de Maio de 1987, se teria alguma coisa a acrescentar hoje. É triste constatar o fraco desenvolvimento que se verifica nas zonas do interior deste país.
A estadia em Chaves durou um fim-de-semana, tempo para visitar a família, e visitar alguns dos lugares que me são mais queridos da minha infância.
Domingo, 25 de Julho à tardinha - pois o calor não deixa fazer viagens a outra hora - tempo de regressar ao Alentejo, foi uma viagem normal não fosse mais uma vez a má sinalização das nossa estradas, pois no final da A24 - junto a Viseu - apenas há indicação da direcção de Aveiro... pergunto eu, e quem quiser ir para a Guarda? - que era o meu caso - segue o instinto... que foi o que eu fiz e no meio da má sinalização a alguma sorte eu tive pois tomei a decisão certa e 1 hora depois estava a passar ao lado da Guarda e em cima do asfalto da A23, algumas horas depois e quando o relógio já marcava 00:30 eis que surge a placa a indicar que estava a entrar na minha cidade. Chegado a casa é hora de dormir, à pressa, pois na manha seguinte é dia de levantar cedo, pois a praia algarvia espera-me.
E assim foi, na manhã seguinte e depois de 2 horas de asfalto cheguei ao Algarve. Agora posso desfrutar do merecido descanso anual... Descanso? Qual descanso...? alguém falou em descanso...? Aquilo - o Algarve - é a casa dos Portugueses nestes meses de Verão. É inacreditável como os Portugueses conseguem descansar no Algarve, aquilo é praias cheias, cafés cheios, restaurantes cheios, estradas cheias, estacionamentos cheios, supermercados cheios e eu... cheio daquilo - do Algarve!
Portugal é, sem dúvida um mundo... sem igual.

1 comentário:

Mundos disse...

Pois é, fartamo-nos de passear pelo nosso Portugal! Foram umas férias bastante agradaveis, na minha opinião. Beijinhos